Crônicas

Diversidade religiosa
Arnaldo Niskier



 
A escola é o lugar para a conquista e o desenvolvimento intelectual e moral. Isso quer dizer que crianças e adolescentes devem aprender e ser estimulados a analisar seus atos por meio da relação de respeito com o outro, compreendendo suas diferenças, as razões e as consequências de seus comportamentos. A laicidade do estado não pressupõe ateísmo. A comunidade escolar é majoritariamente religiosa. É verdade que a escola não deve ser um espaço catequizador de nenhuma tradição religiosa. Mas seria a escola um espaço “descatequizador”?
 
O debate atual parte de um princípio, mas esquece de levantar o principal: aonde se quer, afinal, chegar? Quais são as prioridades deste ensino? A possibilidade de solidificar valores éticos e ampliar os vínculos coletivos através da espiritualidade devem ser temas transversais de todas as disciplinas escolares, tanto nas escolas públicas, quanto nas particulares. Por que não vemos a mesma controvérsia na questão política e filosófica?
 
Quantos alunos têm sua fé questionada e até mesmo destruída por convicções filosóficas e políticas impostas por outros professores? Por que ninguém questiona o que é feito em aulas de Filosofia, História, Biologia ou Sociologia? O cerne da  questão não é teológico: é doutrinário.
 
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