Crônicas

Educação em três dimensões
Arnaldo Niskier

Um método pedagógico inovador tem despertado a curiosidade e motivado o interesse de alunos e professores da rede municipal carioca. Trata-se do Edupark, uma novidade educativa que utiliza tecnologias avançadas em três dimensões, combinadas com uma plataforma multissensorial, capaz de prender a atenção, além de ensinar o conteúdo através de aulas lúdicas e bastante motivadoras.
O conceito nasceu em Israel, há dez anos e chegou ao Brasil há um ano e meio, especificamente na cidade do Rio de Janeiro, graças ao interesse manifestado pela Secretaria Municipal de Educação desde o início, com o apoio decisivo da Fundação Cesgranrio, que compreenderam a importância dessa programação para o enriquecimento da educação dos jovens. A Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro também se uniu ao projeto, disponibilizando Bibliotecas Públicas do Estado para a exibição dos filmes.
 
 A exposição educativa, com programas de 1 hora e 30 minutos,  oferece, ao longo de filmes muito bem elaborados em 3-D, a oportunidade de discutir temas da maior importância, apresentados num contexto moderno, como a preservação do meio ambiente, as drogas e o bullying, assuntos que vêm recebendo uma receptividade ímpar. 
 
A adaptação dos primeiros filmes foi feita à nossa realidade. O projeto se destina a turmas a partir do 6º ano, já tendo alcançado 160 escolas públicas e cerca de 64 mil estudantes do estado do Rio. No primeiro ano, foram abordados dois pacotes temáticos: o “Planeta Casa” (que trata do meio ambiente, destinado aos alunos mais novos) e “Dependentes da Vida” (sobre o uso de drogas, direcionado aos mais velhos). Este ano, o Edupark incorporou o vídeo “Livre para ser”, sobre o bullying, requisitado por  todos os alunos. 
 
A apresentação é extremamente agradável, com o uso da tecnologia em terceira dimensão (óculos são distribuídos à plateia), além do emprego de mecanismos de interatividade (controles remotos são também distribuídos para a interação dos alunos), permitindo-lhes a participação ativa.  
Ao contrário dos métodos convencionais de Educação, o Edupark tira vantagens na comunicação com a audiência, incentivando o uso da imaginação criativa. Os filmes evitam as mensagens autoritárias e aborrecidas, geralmente associadas aos temas. Os alunos se empolgam com o uso da tecnologia, resultando numa experiência educacional completa. Estão todos bastante empolgados com a novidade.
 
Novas parcerias estão sendo firmadas e outros assuntos irão se juntar aos importantes pacotes temáticos já implantados, com sucesso, pelos organizadores do Edupark (“Planeta Casa”, “Dependentes da Vida” e “Livre para ser”). O próximo tema em vias de ser implementado trata do  empreendedorismo: “Hora de sonhar”. Chegará em boa hora.
 
  • Twitter - Arnaldo Niskier
  • Facebook - Arnaldo Niskier
  • Orkut - Arnaldo Niskier