Crônicas

O sucesso do Edupark
Arnaldo Niskier

Depois de um ano de sucessivas apresentações para professores e alunos das redes públicas de ensino do Rio de Janeiro, pode-se afirmar com absoluta convicção que o projeto Edupark é um grande sucesso. Seus dois primeiros pacotes temáticos, “Planeta Casa” (meio ambiente) e “Dependentes da Vida” (prevenção ao uso de tóxicos), este destinado aos alunos do segundo segmento do ensino fundamental (6º ao 9º ano), foram sempre muito aplaudidos nas apresentações feitas em 80 escolas, alcançando a notável marca de 32 mil alunos.
 

Patrocinado pela Fundação Cesgranrio e administrado pelo Instituto Antares de Cultura, o projeto acrescentará mais um importante pacote, na sua segunda fase: trata-se do filme sobre “Bullying”, cujos originais são oriundos do Estado de Israel, mas estão sendo muito bem adaptados à realidade brasileira. Logo serão vistos por nossos alunos, da mesma forma que os anteriores, ou seja, em projeções 3-D, com óculos especiais, e um inteligente programa de avaliação, muito aplaudido inclusive pelos professores que acompanham o projeto.
 

Para o professor Carlos Alberto Serpa de Oliveira, presidente da Cesgranrio, “nossa fundação busca desenvolver novos métodos educativos que mesclem educação e cultura. Por isso é com entusiasmo que realizamos o Edupark nas escolas públicas do Rio de Janeiro, prestigiando sobretudo os estudantes mais pobres, oferecendo-lhes uma ação nova, lúdica e inteligente.” Com essa perspectiva é que serão oferecidos os três filmes citados, para uma série de mais 32 mil alunos. A terceira película intitula-se “Livre para Ser”.
 

Aprendemos com a psicóloga Andréia Ghelman, responsável pelas visitas às escolas, que as apresentações multissensoriais transformam muito mais do que a simples informação: “É uma forma diferente e muito mais moderna de aprender. Os alunos notoriamente aprendem brincando.”
 

O curioso nisso tudo é que, no começo, havia uma enorme dificuldade para marcar as sessões. As desculpas eram as mais variadas, como se fosse uma desagradável imposição. Mas, aos poucos, quando o público percebeu o alcance da iniciativa, inverteu-se totalmente a dinâmica. Hoje, há fila na programação, pois são as escolas que pedem com insistência a presença da equipe, mesmo em localidades de difícil acesso.
 

Outra observação importante é o resultado subsequente às apresentações. Os mestres têm percebido – e comentam isso – que muitos dias depois ainda é possível perceber o interesse das crianças, nos comentários a respeito dos conteúdos exibidos. São instigantes e isso pedagogicamente é muito válido.
 

Por fim, um comentário sobre a preocupação cultural da Fundação Cesgranrio. Acaba de inaugurar um segundo teatro, no bairro do Rio Comprido, com 300 lugares. Faz uma oportuna simbiose entre cultura e educação, propiciando aos jovens o ensejo de maiores conhecimentos e provando que não se preocupa apenas com a realização do Enem, de toda forma um êxito sem precedentes.

 
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