Crônicas

São Sebastião para quem merece
Arnaldo Niskier

Com as bênçãos do Cardeal D. Orani Tempesta, a Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro escolheu os vencedores do Prêmio São Sebastião, que é distribuído anualmente, nessa época do ano. Não foi das mais fáceis tarefas do júri, presidido pelo professor Carlos Aberto Serpa de Oliveira. São muitos os que merecem. É certo que se fez justiça, como se pode observar por ocasião da cerimônia de premiação, que ocorreu no Palácio São Joaquim, no Rio de Janeiro.
 
O primeiro prêmio foi o de Ação Cultural, vencido pelo professor Domício Proença Filho, Secretário-Geral da Academia Brasileira de Letras, que se destacou pelas obras escritas e por diversos projetos de valorização da língua portuguesa, em que se tem empenhado.
 
Depois veio o Prêmio de Ação Social, ganho pelo deputado Pedro Paulo, hoje Secretário de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro, cujos maiores méritos se concentram no esforço extraordinário para que tudo dê certo, na realização dos Jogos Olímpicos de 2016.
 
No setor de Artes Plásticas, a homenagem alcançou o pintor Abrahão Palatnik, pai da arte cinética e que tem realizado, no Brasil e no exterior, incríveis exposições, como a que vimos, certa feita, na cidade alemã de Munique. Tem renome internacional.
 
O Prêmio Divulgação da Fé foi vencido pelo padre José Roberto Develard, responsável pela Igreja da Ressurreição e que, além disso, é diretor do Museu de Arte Sacra do Rio de Janeiro e desenvolve um bem sucedido programa de ação social junto à comunidade do Pavão-Pavãozinho.
 
O Prêmio Guilherme Arinos, especialmente constituído para homenagear a velha guarda, foi concedido à conhecida sambista Tia Maria do Jongo, enquanto o Prêmio de Artes Cênicas, depois de acirrada disputa, coube ao musical “Chacrinha”, hoje em cartaz, com muito sucesso, no Teatro João Caetano.
 
Na música, nada mais justo do que premiar o maestro Isaac Karabtchevsky, que acaba de ser conduzido à direção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, depois de vitoriosa carreira em várias partes do mundo.
 
O Prêmio de Comunicação/Pessoa Física ficou com o jornalista Antônio Gois, de O Globo, e de Comunicação/Pessoa Jurídica foi para a revista Veja/Rio.
 
O Prêmio Audiovisual coube à TV Globo, cuja teledramaturgia é realmente incomparável. Mérito especialmente para a novela “Meu pedacinho de chão”.
 
No Esporte, o júri resolveu prestar uma homenagem ao craque Romário. Não só pelo que lhe deve o nosso futebol, mas também pelo que, como parlamentar, tem feito junto ao Congresso para melhorar as condições de vida das crianças deficientes.
 
Foram ainda concedidos prêmios In Memoriam para Guido Shaffer e Especial para D. Euzébio Scheidt, cardeal-arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Como se vê, uma boa fornada.
 
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