Crônicas

Morangos da Vitória
Arnaldo Niskier

 

É flagrante a ampliação do parque industrial do Estado do Rio de Janeiro com o advento de iniciativas como a criação do porto de Açu, no noroeste fluminense; a ampliação nas áreas de siderurgia, borracha e bebidas, nos arredores da capital; a refinaria da Petrobras, em Itaboraí; também a implantação de siderúrgicas em Itaguaí e Barra Mansa, além do pólo petroquímico em Duque de Caxias e Itaguaí. Como reflexo, cabe ao sistema educacional, incluindo o Senac, o Senai, os Cefets e as escolas particulares de cunho profissional, preparar a mão-de-obra necessária para apoiar esse grande surto de crescimento. São benefícios que, em última análise, reverterão em melhoria da qualidade de vida das populações respectivas. Como sustentáculo desse esforço, iniciativas como os programas de estágios e Aprendiz Legal, áreas em que, há 23 anos, o CIEE vem atuando com sucesso, devem ser intensificadas, transformando a teoria em prática. 
 
Do mesmo modo, não deve ser esquecida a agroindústria, com seu vasto potencial de exploração, sem poluição, destacando-se a fruticultura, a piscicultura, a produção de mudas de hortaliças, a heveicultura, o reflorestamento, a fabricação de sucos, a criação de rebanhos, etc.
Com esta visão, nos idos de 1979, implantamos o que resolvemos denominar de Corredor Agrícola, capitaneado pelo Colégio Estadual Agrícola Antônio Sarlo, de Campos dos Goytacazes, e integrado por mais 11 estabelecimentos.
 
Quando retornamos à Secretaria de Estado de Educação, em 2006, com o auxílio da Professora Maria Carolina Maia Pereira Pinto, então Coordenadora do Grupo de Gestores das escolas agrícolas, retomamos aquela idéia, com somente nove estabelecimentos: CIA Francisco Lippi, em Teresópolis – que, no cumprimento de um período integral de governo de quatro anos, escolhemos o terreno, construímos o prédio e implantamos o ensino agrícola; CIA de Itaperuna; CEA de Cambuci; CEA Rego Barros, em Conceição de Macabu; E.E. Agrícola Casimiro de Abreu; CIA Monsenhor Tomás Tanjerina Prado, em Valença; CEA Almirante Ernani do Amaral Peixoto, em Magé; CEA Rei Alberto I, em Friburgo e o CIA Sylvio Campos Freire, em Miracema..
 
O ser humano tem que se alimentar e o Estado do Rio de Janeiro só produz 20% do que seus habitantes consomem. Em uma das muitas visitas ao interior do Estado, desta feita no Município de Cambuci, no decorrer de uma Feira dos Colégios Agrícolas do Estado, encontramos o Engenheiro Agrônomo Luiz Aurélio Perez Marteletto, ex-aluno do CEA de Cambuci, que, após concluir o Curso Superior de Agronomia na Universidade Rural, realizou seus estudos de Mestrado de Olericultura e Fruticultura. Periódica e voluntariamente, retornou à escola de origem para passar para seus futuros colegas de profissão os conhecimentos que adquire no cotidiano de suas tarefas.
 
Assim também ocorre com relação aos ex-alunos do CEA Juliano Quarteroli Silva, concluindo Mestrado na Unicamp, e Danilo Costa Veríssimo, que cursa a UENF.
É alentador receber notícias de que alunos dessas escolas receberam premiações e a própria unidade é contemplada com valor em espécie para reinvestir em novas experiências. São as boas recompensas da vida pública.
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