Caras e Bocas


Arnaldo Niskier

O autor Walcyr Carrasco é um craque em matéria de televisão. Suas produções são sempre sucesso, como está acontecendo agora com a telenovela “Êta mundo melhor”, atração das segundas-feiras, folhetim que tem o caipira Candinho à frente da história, na TV Globo.
 
É gente interiorana e sonhadora. Pessoas simples, que trabalha inteligentemente com bom humor, numa parceria de Carrasco com o conhecido autor Mauro Wilson.
 
Candinho, que passou anos procurando a mãe, agora procura o filho, sequestrado e levado ao orfanato de Zulma, vilã de Heloísa Perissé. A história focaliza uma São Paulo dos anos 1950 e temas contemporâneos como o machismo, que será fortemente combatido na trama. É a primeira novela da TV Globo a utilizar os recursos da inteligência artificial. E dá emoções a animais, como no caso do burro Policarpo, companheiro de Candinho. A IA permite a colorização, por exemplo, que era feita em muitas horas e  agora não dura mais do que alguns minutos.
 
A IA serve para agilizar a história e isso  é o que está sendo feito. O humor dá um grande destaque ao trabalho dos palhaços e isso logo aparecerá na história, para delícia dos telespectadores.
 
Por outro lado, existe hoje uma forma contemporânea de violência sexual contra mulheres. Isso ocorre no contexto de relacionamentos. Logo surge um sujeito de direito, com acesso a medidas protetivas. São necessários cuidados, pois o impacto da violência digital na saúde mental das mulheres é duradouro.
 
Se o autor da telenovela quiser utilizar os recursos da IA precisará levar em consideração os direitos hoje em curso e para isso existem os treinadores da Inteligência Artificial. O aplicativo monta um plano de treino com base nas preferências do usuário. Vejam só que a Microsoft, por exemplo, oferece assistentes que marcam compromissos e auxiliam na criação de fórmulas de criação de planilhas. A assinatura sai por 110 reais mensais e não mais do que isso. Estamos mesmo vivendo um tempo de grandes transformações.