Crônicas

Tudo vai melhorar
Arnaldo Niskier



Como acontece sempre, nesta época do ano, reuniu-se o Centro de Integração Empresa-Escola Nacional, dessa vez utilizando o sistema zoo. Presença de 26 representantes de todos os CIEEs, que puderem falar sobre o seu patriótico trabalho em favor dos nossos jovens.

Sob a presidência do advogado Antônio Palma, fundador do primeiro CIIE Nacional, os nossos líderes deixaram a impressão de que “o pior já passou”, quando se faz a análise dos efeitos da pandemia. Devagar, como pude testemunhar, falando em companhia de Paulo Pimenta sobre o que se passa no Rio de Janeiro, estamos retomando a necessária normalidade. Como exemplo, citamos as relações que mantemos com o Tribunal de Justiça, com o qual chegamos a ter cerca de 5 mil estagiários e aprendizes. Esse número foi zerado. Hoje, voltamos a ter 200 jovens aos nossos cuidados e há uma boa perspectiva de crescimento, dada a nossa imensa credibilidade e consequente fé pública.

Humberto Casagrande neto, superintendente do CIEE/SP, discorreu sobre o projeto de apoiar 400 mil novos aprendizes, com o apoio da Câmara dos deputados, particularmente do seu presidente Rodrigo Maia. O custo desse processo não é nada assustador. Representa apenas 0,5% do que foi gasto com a COVID-19 (1 trilhão 280 bilhões de reais). O retorno é garantido.

As perdas em todos esses meses da pandemia não foram nada modestas. Só no Rio de janeiro, foram 8 mil aprendizes e 5 mil estagiários, que tiveram interrompido o acesso ao primeiro emprego. Isso obrigou a um grande número de demissões, fenômeno que se generalizou em todo o país. Houve o recurso ao modelo digital de administração e a drástica redução do atendimento pessoal que se fazia com o aluguel de salas ociosas de universidades particulares.

No caso do Rio de Janeiro, como assinalei no zoom citado, falando das nossas dificuldades, demonstrei a tristeza que causou a interrupção das obras na nova sede do CIEE, situada na rua de Sant’Anna, onde se vai localizar a futura Universidade do sistema. Mas como há uma luz no horizonte, com a retomada do interesse das empresas pelo trabalho desenvolvido espera-se que, até o final do ano, tenhamos completada a volta à normalidade. O CIEE continuará prestando seus belos serviços à nossa juventude.

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