Linguagem Simples


Arnaldo Niskier

Por iniciativa do Desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, um grupo de membros da Academia Brasileira de Letras, tendo à frente do seu presidente, Merval Pereira, visitou o egrégio Tribunal, para estreitar os laços de amizade entre as duas instituições. Na ocasião, foram vistas as belas instituições da entidade e conhecidos os seus planos de trabalho.
 
No pacote de iniciativas, o desejo de implementar, no convívio com o público, uma linguagem simples, que já serve de referência para outros tribunais brasileiros.
 
Os dirigentes do TJERJ destacaram a necessidade de disseminar uma comunicação clara, objetiva e inclusiva, que permita acesso fácil de todas as pessoas às informações produzidas pelo Tribunal. Promove-se um convênio com o Conselho Nacional de Justiça, para a execução do Pacto  Nacional do Judiciário pela Linguagem simples.
 
As questões são práticas: apresenta diretrizes de redação clara e exemplos de tradução do “Juridiquês” para o português cotidiano. E define termos técnicos em linguagem acessível. Tudo isso acompanhado de uma biblioteca para ilustrar conceitos jurídicos. Chamou nossa atenção o advogado José Roberto Castro Neves para as histórias em quadrinhos que explicam direitos de forma lúdica. Essas iniciativas, que têm a liderança do Presidente Ricardo Couto de Castro, têm o objetivo de eliminar barreiras de compreensão e fortalecer a confiança do cidadão na Justiça.
 
As providências não ficam apenas nisso. Fomos convidados, como acadêmicos, a realizar conferências no Tribunal, em ocasiões diversas, dividindo com os seus membros o que representa a nossa experiência.
 
A primeira palestra será feita por mim e será destinada aos jovens juízes. Terá o título de “Justiça e Academia”, com direito a perguntas de livre escolha dos magistrados recém-incorporados ao Tribunal. Ambas as instituições vêem essas relações com muito otimismo.