O uso comum da IA


Arnaldo Niskier

É cada vez mais comum o uso da inteligência artificial. Isso acontece em processos seletivos, sendo hoje corriqueiro  em companhias que disputam uma vaga, na seleção de currículos. É comum o seu uso até mesmo na revisão de currículos já estruturados. Pode-se colocar no estudo uma síntese da vaga e da empresa. A IA serve como revisor de informações.
 
É aconselhável colocar as informações em ordem cronológica, para facilitar a sua boa aplicação, sem o uso de tabelas, que não são aconselháveis. Isso colocará por terra toda a nossa privacidade. Há fatores que precisarão ser revisados, como memória, espontaneidade, livre arbítrio, liberdade de expressão e salvaguardas contra manipulação psicológica. Hoje em dia, é permitido gravar conversas sem a outra pessoa saber e até mesmo usá-las como prova, o que foi confirmado por decisão do Supremo. Há em curso o que nós chamamos de novo normal.
 
Terapia por IA pode ser benéfica se usada sob controle. A existência de chatbots mais sofisticados, nos últimos três anos, mostra que a IA está provocando impacto na saúde mental das pessoas. A pesquisa médica não está acompanhando o grande ritmo das inovações em IA.
 
Chatbots já são usados para confidenciar dramas e angústias pessoais, principalmente entre os mais jovens, embora se tenha dúvida sobre a precisão do diagnóstico, pois muitas vezes a IA contribui para acabar acentuando a dependência e o isolamento. De todo modo, o aconselhamento psicológico por IA está avançando como fenômeno social.
 
Mas esse processo não está livre de operações de vigarice, com fraudes como forjar comprovantes de residências, extratos bancários, notas fiscais, diplomas, crachás, cartas de recomendações etc. Ferramentas de IA são utilizadas cada vez mais, para algum tipo de fraude, nesse mundo pós-inteligência artificial. O progresso tecnológico vem acompanhado de um necessário cuidado.