A situação do nosso ensino de Matemática, na educação básica, é profundamente lamentável. Se a situação é ruim em Estados como Rio e São Paulo, é fácil considerar como está o resto do país. O desempenho dos estudantes de 9º ano das escolas estaduais de São Paulo melhorou um pouco, mas segue abaixo do que seria adequado para a etapa. Resultados fazem parte da edição de 2025 do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo(Saresp), divulgados pelo Governador Tarcísio de Freitas.
Em Matemática, a média foi de 260,3. Só 12% dos alunos chegam ao 9º ano conseguindo calcular o novo valor de uma mesada após um aumento de 10% e menos de 25% dos alunos consegue calcular o resultado de 3 elevado a 2. O Governador estima que o seu programa de tutoria pode  auxiliar os alunos de 7 a 8 anos a melhorar de performance.
Deve ser assinalado que o programa de língua portuguesa deu uma melhorada, o que também é aconselhável.
O Ministério da Educação está convencido de que estamos entre os piores do mundo na Matemática, que é a ciência do raciocínio. Embora o Governo tenha a intenção de dar uma dimensão semelhante à da alfabetização e o MEC tenha lançado o Clube do Letramento Matemático, programa que estimula ações coletivas e interdisciplinares, para ensinar Matemática de forma inovadora.
O Itaú Social deu prêmios de até 80 mil para professores de Matemática com ideias originais. A intenção é a de valorizar metodologia  inovadora, buscando novas estratégias. O Inep está envolvido nesse projeto, para que muitos professores sejam alcançados pela inovação. Como é que pode termos 95% dos alunos que concluem o 2º grau sem terem noção do que se entende por percentagem?
Estamos estudando formas mais modernas de ensinar aos nossos alunos, que perdem inclusive para o Marrocos. Isso não é admissível. É preciso que exista uma reação para que tenhamos um ensino mais vigoroso, com a Matemática em primeiro plano.