Crônica: A substituição de empregos

Arnaldo Niskier - 2026-06-02

A inteligência artificial vai demorar para substituir empregos. Subestimar as otimizações do momento é o erro com que nos deparamos. A todo momento sai um artigo mostrando que as IAs generativas são melhores do que médicos, engenheiros ou advogados. As reservas de mercado não serão eternas e devemos estar preparados para essa realidade.
 
Mas a inteligência artificial é uma aliada no combate ao crime. Pode fornecer dados estratégicos às autoridades para coibir roubos, furtos, agressões e até atos de terrorismo.
 
O roubo de carros é um dos alvos da empresa de tecnologia Gabriel, que dispõe de câmeras de segurança equipadas com um software capaz de ler placas de veículos. Já existem mais de 8 mil câmeras espalhadas por Rio e Niterói. Mais de 70 carros foram recuperados dessa forma.
 
A Gabriel também auxilia a Polícia e a Polícia Civil em investigações, fornecendo imagens que ajudam  na elucidação de crimes. Mais de 500 prisões foram feitas graças a esse processo. Assim, a polícia atua de forma rápida e inteligente, combatendo a impunidade.
 
Dessa forma tem sido combatido um dos crimes que mais cresce no Estado, que é o roubo de cargas. As áreas do Rio mais suscetíveis são as zonas Norte e Oeste. As câmeras equipadas com programas de IA são capazes de identificar, mesmo à noite, anormalidades na movimentação, por sensor de calor, visão 360 graus, leitura de placas de veículos e reconhecimento facial. A IA avalia se há ocorrências fora do normal e envia um alerta à central de monitoramento do bairro, que então alerta a polícia.
 
Com câmeras de visão térmica consegue-se identificar comportamentos suspeitos. A IA sabe identificar se é uma pessoa ou um animal. De acordo com o município, o sistema realiza mais de 6 milhões de leitura por dia, o que permite auxiliar na interceptação de carros usados por quadrilhas. A verdade é que o emprego dessas ferramentas  tecnológica tem auxiliado &ndash e muito &ndash nas tarefas do patrulhamento.