Crônica: O livro vai morrer?

Arnaldo Niskier - 2026-08-02

Alguns autores preconizam a morte do livro num futuro incerto. Estimam o fim do papel e, com isso, o término do livro, na atual configuração.

Outros autores, ao contrário, estimam o aumento da leitura entre os jovens, com a Inteligência artificial sendo uma poderosa aliada da literatura.

Por influência das redes sociais, os áudio livros estão crescendo de interesse &ndash e isso é muito saudável. Os jovens da geração Z estão lendo mais do que os da geração anterior. A Amazon que o diga. Estivemos na Bienal do Livro e lá se verificou que o interesse dos jovens foi maior do que nunca, com filas imensas. A que se deve atribuir isso?
Nesse processo, o respeito aos direitos autorais é fundamental. Só poderemos evoluir no assunto a partir desse princípio.

Um exemplo de que estamos no caminho certo acaba de ser dado pela Editora Harper Collins, com os seus cuidados com a inteligência artificial. Os direitos autorais precisam ser amplamente respeitados. As obras selecionadas não foram escritas por máquinas, mas sim por seres humanos. Isso deve ser sempre considerado.

Essa editora deu o exemplo, quando se moveu no sentido de viabilizar, em IA, a obra de Agatha Christie. Com o devido acordo tudo se consolidou.

Outro programa que desejamos destacar é o que usa a IA para lançar o cigarro. É claro que isso se faz analisando períodos de maior ansiedade, recaídas ou gatilhos. Esses programas, se bem conduzidos, podem levar a 50% da redução do vício. Sabe-se que 60% dos que fumam desejam parar de fumar. Querem só uma oportunidade.

Na China há estágios bem promissores de monitoramento baseado em IA que fornece mensagens personalizadas de acordo com o estágio de abandono e as preferências de cada usuário em tempo real. O Reino Unido também está bastante adiantado na matéria, o mesmo ocorrendo com Austrália e Canadá. Isso ocorreu especialmente entre jovens adultos e usuários de cigarros eletrônicos. A IA  pode ajudar a acabar com isso.