É natural a preocupação gerada pela introdução no mercado da inteligência artificial. Vai tirar o emprego de muita gente? Uma coisa é certa: irá gerar milhões de empregos.
O Brasil é o terceiro país do mundo a utilizar a IA, atrás somente dos Estados Unidos e da Índia. A criatividade de nossos especialistas é elogiável. A Open AI cada vez mais estende os seus benefícios a desenvolvedores com soluções inteligentes como o Amazônia GPT (de monitoramento ambiental) e do Favela GPT (que leva licenças do ChapGPT a comunidades).
Desenvolvemos plataformas que fazem o maior sucesso. Estamos produzindo tecnologias com muito êxito. 
Com a implantação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) devemos evoluir bastante, com a remuneração obrigatória para treinamento de modelos. A questão dos direitos autorais é bastante delicada e está sendo tratada com os devidos cuidados. 
Open AI firmou diversos acordos nos Estados Unidos e isso em breve vai acontecer também no Brasil. É uma evolução inevitável.
Ferramentas virtuais estimularão a memória e consequentemente reduzirão a solidão, mas é claro que há limitações. O projeto Sunny, desenvolvido pela startup de IA NewDays faz parte de uma ideia para ajudar pessoas com demência. É uma forma de manter o cérebro ativo e aliviar a solidão, aliviando a carga dos cuidadores. 
Sabe-se que não há cura para os que sofrem de Alzheimer, mas há meios e modos de aliviar os sintomas, com o devido treinamento e conversas guiadas por um profissional de saúde. A tecnologia da IA pode ampliar o acesso a essas terapias. O programa mencionado pode atrasar os efeitos da doença e melhorar a qualidade da vida do paciente.
Já se reconhece o potencial da IA quanto à contenção do declínio cognitivo. Mas há o risco de levar a doença a riscos estranhos ou perturbadores, como é o caso das alucinações. Mas já estão sendo criadas barreiras de segurança no software para evitá-las.
Os Estados Unidos não quer em abrir mão da liderança, na corrida pela inteligência artificial. Estão de olho na China. Para isso lançaram pacote que reduz a regulação (o que o Brasil ainda não fez). Estão fugindo do viés ideológico, sem conteúdos sobre diversidade e clima.
O governo norte-americano não quer saber de ideias progressistas, relacionadas à diversidade, inclusão e igualdade social, como pensam os apoiadores do presidente Trump. Ele quer reduzir a burocracia excessiva. Pretende para os seus desenvolvedores uma ampla liberdade de expressão e a livre escolha.
As tradicionais empresas norte-americanas, sobretudo as que se situam no Vale do Silício, enfrentam uma grande concorrência com os chineses (empresa Deepseek), que conseguiram trabalhar de forma eficiente e com muito menos dinheiro. Enquanto isso, discutem as possíveis mudanças sociais provocadas pela IA. Nos Estados Unidos, há uma forte decisão de baratear a construção dos essenciais data centers. Isso será feito. Ao lado de busca de parcerias com países parceiros. Onde fica o Brasil nisso tudo?
Esse processo chegou também ao campo da música. Faz sucesso o Projeto Velvet Sundown, que chamou a atenção para a competição desleal por dinheiro entre artistas e robôs. Isso atinge também o campo da literatura (direitos autorais). Está criada uma iniciativa de disputa entre seres humanos e robôs por remuneração no streaming. 
David Cope liderou o processo de usar a IA para apresentar músicas de Vivaldi. Ele morreu em junho, mas é o padrinho da música via IA. Mesmo sendo apresentada dessa forma a música tem valor artístico e social. Mas está nascendo uma nova estética.
Estão em curso músicas com faixas de funk, pop e rap, recriadas pela IA em estilo retrô. Estão sendo muito usadas faixas de baixo custo (pelo menos por ora).
Teste feito na Europa prova que o público prefere as poesias feitas por seres humanos. O avanço é tão grande que, nesse processo até o famoso jabaculê está instituído. E passou a ter vida intensa.
O curioso é que está em ascensão a presença de bandas e músicas feitas por inteligência artificial. Quem trabalha com o Spotfy duvida se as músicas apresentadas são humanas ou produto da máquina. O Velvet Sundown existe entre o humano e a máquina. O próprio movimento explica: "Nem totalmente humano. Nem totalmente máquina". É como a banda se apresenta.
É um projeto musical sintético, guiado por direção criativa humana.  Como se vê, ainda viveremos um período longo de transição. Quem viver verá.