Crônicas

Inovações na ABL
Arnaldo niskier



 Não há dúvida de que a Academia Brasileira de Letras, por sua composição e a tradição de 125 anos é hoje a principal instituição cultural do país. Com a sua nova diretoria, que tem à frente o jornalista Merval Pereira, promete trabalhar intensamente com muitas inovações, respeitada a sua diversidade, que se expressa na escolha dos seus novos imortais.
 
Teremos cursos e seminários ao longo do ano, inclusive a comemoração do bicentenário da Semana de Arte Moderna, entre outras efemérides. Segundo afirmou Merval, os tempos de pandemia limitaram nossas atividades, mas não impediram que refletíssemos nosso desprezo pela censura. Buscaremos a difusão da literatura em todos os recantos do país. “Vamos entregar livros junto com alimentos básicos aos afetados pelo desemprego ou pela crise financeira que abala o país.” – afirmou o novo presidente, em seu discurso de posse.
 
Disse mais Merval: “A ABL se recusa a ser um local elitista, mas representa uma elite cultural que partilha com os cidadãos sentimentos de diversidade e inclusão. É a casa da concórdia, da aproximação, da aproximação. É a casa do entendimento, com a consciência de que a cultura ajuda a fortalecer uma nação. Esperamos que essa nova quadra das nossas vidas seja um tempo de reconstrução.

Nessa noite de posse foi feita a entrega (há anos interrompida) do Prêmio Machado de Assis ao jornalista Ruy Castro, pelo seu conjunto de obras. Em resposta,o colunista da “Folha de São Paulo” discorreu sobre a importância do seu trabalho jornalístico, e foi muito aplaudido.
 
A cerimônia foi encerrada com a apresentação da cravista Rosana Lancelotti. Entre os seus números houve a exibição de músicas de Ernesto Nazareth.
 
Já na semana seguinte, a ABL iniciou a série de cursos (entrada franca) prometidos pelo novo presidente. O acadêmico Antônio Carlos Secchin, com a competência de sempre, discorreu sobre a Semana de Arte Moderna de 1992. Situou na efeméride nomes como Di Cavalcanti, Carlos Drummond de Andrade e Menotti del Pichia, entre outros. Foi aplaudido demoradamente pela platéia que lotou o Teatro R. Magalhães Jr.
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