Tradução em tempo real


Arnaldo Niskier

Falar línguas ajuda a evitar doenças como o Alzeimer, que é neurodegenerativa. Cientistas britânicos provaram que o bilinguismo promove memória mais aguçada entre as pessoas poliglotas.
 
Essa é uma tendência que avança com enorme velocidade.
 
Os algoritmos estão evoluindo, mas claramente não substituem bons intérpretes. Não basta repetir palavras. É preciso saber interpretar a sua presença na frase. Só criar robôs não é tudo.
 
A inteligência humana que cria os robôs deve ser capaz de dominar, de forma competente, o seu devido uso. Não devemos perder a capacidade de raciocinar devidamente e isso preocupa os cientistas.
 
56% dos que conhecem IA temem que a tecnologia tome seu trabalho. Esse medo é menor entre pessoas de nível superior. Apenas 16% da população se sente mal informada sobre o tema. Entre os que concluem o ensino médio a fatia é de 50%. Há uma tendência chamada “heteroma”, em que parte da atividade é automatizada e outra continua a cargo dos humanos.
 
Empresas já usam drones em algumas entregas, mas um trabalhador precisa supervisionar as máquinas. Os empregos que estão desaparecendo são aqueles de baixo conteúdo. Não estamos diante de uma grande substituição, mas de uma grande reestruturação.
 
Os empregos que estão desaparecendo são aqueles de baixo conteúdo intelectual e que demandam baixo nível  intelectual e  pouca destreza física. As que têm futuro são as que exigem habilidades relacionadas à análise de dados e outras que demandam empatia, conexão social e com o meio ambiente, além de criatividade e liderança. Apesar desse notório avanço da IA, 55% da população nunca usou algum recurso da IA generativa.
 
Apenas 36% da população espera mais benefícios do que prejuízos da IA. Ela assusta, mas está alcançando o seu lugar ao lado do professor, como um poder transformador. Já existe uma aula em tempo real com o nome de “IA + Professor”. Em cada 45 minutos de aula treinamos até 25 minutos, o que tem apresentado um resultado bastante favorável.