Crônicas

O mundo é uma escola
Arnaldo niskier



Com uma bonita dedicatória (“você fez da educação a razão de sua vida”), recebo do meu amigo Cristovam Buarque o livro “O mundo é uma escola”, em que ele revela o que aprendeu em suas muitas viagens pelo mundo, Editora Jaguatirica.
 
É inspiração para fazer uma síntese das minhas viagens, em que sempre dei ênfase aos cuidados com a educação, apreendendo muito com as experiências internacionais.
Comecei com a ida de navio ao Uruguai, para o casamento do meu irmão Sylvio com a Judith. Foi uma cerimônia muito bonita, na sinagoga de Montevideo, depois, começou a série de visitas a países europeus, a começar pela França e Inglaterra. Estive em Sorbonne e na Open University, onde voltei seguidas vezes. Apreendi lições apreciáveis de educação à distância. Visitei a Universidade de Bolonha (Itália).
 
Fui à Tóquio, num voo inaugural da Varig (1968). Voltei seguidas vezes ao Japão, para apreciar os esforços desse país por uma educação de qualidade. Não posso esquecer a visita oficial à Coréia do Sul, onde fiquei dez dias estritamente para conhecer o seu sistema de ensino. Era um país pobre, mas que se transformou inteiramente graças à educação. Visitei também a Romênia.
Na América do Sul, as visitas preferenciais foram feitas à Argentina, numa das quais tive como companhia o famoso cientista Albert Sabin, que me chamava de “my nephew”. Fiz uma palestra sobre “Intercâmbio científico”, sob os auspícios do Instituo Weizmann de Ciências.
 
É claro que não poderia deixar de ir ao Estado de Israel, onde tenho uma bonita família de irmãos do meu pai. Já estive lá por cinco vezes sempre em missões pedagógicas. As ligações com o seu sistema de ensino foram muito intensas, o que foi grandemente facilitado pelo meu trabalho na “Manchete” e as relações com o IWC. Estive ainda em Hong Kong, Suécia e Finlândia, Além dos Estados Unidos.
 
Visitei algumas vezes Portugal (Lisboa e Porto) e tive o imenso prazer de visitar a Universidade de Coimbra. O mesmo pode ser dito nas oportunidades em que estive na Espanha, mas antes devo confessar o prazer com que percorri o roteiro histórico da “herança judaica”, no interior de Portugal. São algumas lembranças das quais não posso me dissociar. Fiz sempre essas viagens em companhia da minha mulher Ruth. Ela me ajudou muito, com os seus judiciosos conselhos.
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