Crônicas

Educação Pós-Pandemia
Arnaldo Niskier

A convite de Domingos Murta, presidente do Conselho de Administração do CIEE do Paraná, fiz uma live muito concorrida sobre o que se espera da educação pós-pandemia. Depois de viver uma quase inacreditável catástrofe humanitária, com milhares de mortos, devemos pensar num período que chamaremos de “novo normal”. Na assembleia geral do Centro de Integração Empresa-Escola Nacional, o seu presidente José Augusto Minarelli estima que atenderemos mais e melhor aos nossos estagiários e aprendizes.

Colocaremos o foco na recuperação econômica. Aprenderemos a empreender, expulsando o nefasto negacionismo das nossas vidas. Os hospitais, redefinidos, cuidarão mais da saúde e não das doenças. Daremos ênfase à causa dos jovens, inspirados pela ideologia do empreendedorismo.

Devemos estar preparados para esses novos tempos, já com os benefícios da geração 5.0 e do saber virtual. O futuro combina com novas e extraordinárias oportunidades de emprego, sem que os jovens dependam exclusivamente dos humores do governo.

Daremos mais atenção à Universidade Corporativa, em que valorizamos, como quer o especialista Humberto Casagrande Neto, conceitos como Lógica, Programação, Sustentabilidade, Governança, Ética e Inteligência Artificial. Produziremos livros em abundância sobre esses temas desafiadores.

Viveremos as alegrias de novos e promissores tempos. Os empregos para os jovens serão abundantes e refletirão essa realidade. É essa a nossa esperança, como falamos, entre outros, a Paulo Delgado, Fernando Fontana, Paulo Pimenta, o Senador Oriovisto Guimarães, Orlando Pessuti e outros líderes do CIEE.

Mas é claro que contamos com o apoio geral, sobretudo em matéria de verbas, aos problemas da educação, e não da compra de armas. As demandas do século XXI exigem uma nova postura diante do computador, do tablet e do celular. Professores devem se acostumar aos novos tempos, em que estará presente o ensino on-line. A tecnologia será decisiva para os novos tempos, mas o computador não substituírá os mestres. O sistema híbrido, só no Brasil, alcançará mais de 50 milhões de estudantes. Essa é a nova realidade com que se deve contar.

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